
Terno e delicado, misturando drama e ficção científica, O Último Azul (2025), dirigido por Gabriel Mascaro, propõe reflexão sensível sobre envelhecimento, liberdade e autonomia individual.
A narrativa acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos que se vê obrigada a abandonar seu trabalho, seu lar, sua família, história e sonhos para viver confinada em uma colônia do governo para idosos. Recusando-se a aceitar o destino fatalista, ela luta pelo direito de decidir sobre sua própria vida.
O Último Azul trata de tema caro para a sociedade: o envelhecimento populacional e os desafios sociais que dele decorrem. A atuação de Denise Weinberg é fundamental, trazendo para o público um pouco dessa preocupação, traduzindo em gestos a resistência contra a opressão que a persegue. As imagens do ambiente amazônico trazem um contraponto poético a distopia social sugerida.
Indicado para maiores de 14 anos, é uma obra para apreciar a criatividade e os sabores culturais brasileiros combinando sensibilidade estética e questionamento social.